sábado, 18 de setembro de 2010

QUEM É NOSSA ARROGÂNCIA?

O sol foi desbancado com a descoberta da maior estrela já vista no Universo. Com uma luminosidade dez milhões de vezes mais intensa, sua massa é de 265 vezes maior que a do astro-rei do nosso sistema solar. A grande celebridade espacial, batizada de RMC , foi um achado da equipe liderada pelo astrofísico britânico Paul Crowther por meio do Telescópio Extremamente Grande, no Chile, e de imagens capturadas pela Nasa. A descoberta foi bastante rara já que até agora, os astrônomos acreditavam que o tamanho-limite para as estrelas era de 150 massas solares. Quem somos nós?

ELE DISSE ISSO?

Dizem que Bhuda nos falou! Que nos deixou legados, que pensou, pensou, pensou... que perdou, amou, sonhou, que nos fez parte dele... e nós pobres imbecis, divulgamos isto. Bhuda está rindo. Zombando da minha, da tua, da nossa arrogância. Ele o pertenceu. Ele foi. Ele fez. Ele quis. E nem sei se nos viu.... viu a ele e sua luz era tamanha que ofuscou a luz existente em nós, na tentativa de brilhar também, de entender aquela confusão de inveja! Sim porque somos invejosos e não aceitamos ficar a sós conosco, nem por Bhuda! Somos esses seres necessitados de exemplos claros, fartos e convincentes, porque não cremos em nós. Necessitamos do espelho psicanalítico. E Bhuda não. Ele era o próprio! E portanto, ignorava-o. Ele aglomerou desejos, sonhou sim, com a sua ânsia de ir além..... Egoísta? Como se ousa pensar isto de um ser que falou tanto? Portanto, sonhou, ousou, fez e está? Bhuda falou sim. Falou tudo, e nós ainda não escutamos.........Nam Myoho Rengue Kyo!

                                                        Francila Alencar.

ENXERGAR!

O que é isto? Se pode mesmo enxergar com precisão? E a cegueira da lógica, da ética, do óbvio, do certo...
E os contos de fada, que nos embalam as noites para fazê-las tormentas, quando a intenção era niná-las?
Então, não se enxerga! Se vê o que se quer... o que é plausível, orgástico, romântico, doce... ou também o que fere, machuca e corrompe...depende do ditador, do criador desta visão. Ah, mágicos, bruxas, faunos...dai-nos a sabedoria da simplicidade que cega a indecência e clareia a magnitude da cegueira!

GIZ..................

Minha vida não tem cor, minha vida não tem caminho, nem um giz a escreveu, nenhum lápis a ousou, nenhum livro a quis....minha vida é como aquela primavera florida no meio de um frio inverno. Ela discorda do verão para enaltecê-lo no outono. Ela chora e ri desgraçada e alucinadamente ofensiva para quem não a entende ou pretende confundí-la. Minha vida desafia os desafinados e, zombando deles, se vai sem olhar para trás. Ela é o brilho da submissão enganosa. E é minha, só minha! Será.....? Não, minha vida é de todos! Sou vagabunda na arte de possuir. Possuo o que não existe... O que quero que exista. E os tenho, pois ninguém me poderá roubar.
Sou única na precisão do criar. Crio a loucura das verdades obcenas aos céticos. Me entrego ao prazer de decifrar a escuridão... e assim me vou, buscando a satisfação de algum giz que nunca me terá!

                 
                                                   Francila Alencar.