sábado, 18 de setembro de 2010

GIZ..................

Minha vida não tem cor, minha vida não tem caminho, nem um giz a escreveu, nenhum lápis a ousou, nenhum livro a quis....minha vida é como aquela primavera florida no meio de um frio inverno. Ela discorda do verão para enaltecê-lo no outono. Ela chora e ri desgraçada e alucinadamente ofensiva para quem não a entende ou pretende confundí-la. Minha vida desafia os desafinados e, zombando deles, se vai sem olhar para trás. Ela é o brilho da submissão enganosa. E é minha, só minha! Será.....? Não, minha vida é de todos! Sou vagabunda na arte de possuir. Possuo o que não existe... O que quero que exista. E os tenho, pois ninguém me poderá roubar.
Sou única na precisão do criar. Crio a loucura das verdades obcenas aos céticos. Me entrego ao prazer de decifrar a escuridão... e assim me vou, buscando a satisfação de algum giz que nunca me terá!

                 
                                                   Francila Alencar.           

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