quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A TOLERÂNCIA NO TEMPO DA GLOBALIZAÇÂO


A tolerância é hoje uma noção fortemente enaltecida, reconhecida por vários Estados em declaração de direitos internacionais como o sustentáculos dos direitos dos homens. Por isso é comum nos tempos atuais que a sociedade reaja com indignação diante de quaisquer atos que denotem intolerância, preconceito ou discriminação. Todavia nem sempre foi assim. No século XVI a palavra tolerância mantêm o máximo de sua carga negativa ( que existe , de certo modo, até hoje ), condizente com seu sentido original : tolerar então era sofrer, suportar pacientemente um mal necessário, como se se tratasse de uma doença ou infecção. Também era comum que a tolerância designasse uma atitude de impunidade frente ao mal, o que poderia significar uma espécie de conivência ou aceitação de um erro. Quem era "tolerante" poderia ser acusado de indiferença religiosa ou mesmo de subversão. Por outro lado, a intolerância designava uma virtude, uma espécie de integridade moral ou de firmeza para com os preceitos morais. Nos tempos atuais a tolerância torna-se um meio imprescindível para toda e qualquer manutenção de relação social, dado o entrelaçamento de idéias, comportamentos, valores econômicos e morais, etc... Para que a sociedade se mantenha também frente à tecnologia imperativa não se pode economizar respeito a ela, visto que a sua invasão tornou-se forte presença em todos os sentidos. Inclusive os de cunho psicológicos. Resta-nos então, a prudência como alternativa de bem-estar social.

A VISÃO VERDE DE KARL MARX

"O homem vive da natureza (...) e tem que manter com ela
 um diálogo ininterrupto se não quiser morrer ". ( Marx )


O metabolismo representava para Marx, um processo que vincula os seres humanos à natureza, por meio do trabalho. No volume 3 de " o Capital ", Marx afirma que o homem socializado e os produtores associados precisam governar a natureza de modo racional, por meio do controle coletivo em vez de um poder cego e gastar um mínimo de energia e em condições dignas à sua natureza humana. Pode-se dizer que esse pensamenteo se assemelhava naquele período ao que, futuramente, no século xx, se chamou dos preceitos da sustentabilidade. Foster diz que, para Marx, a natureza era orgânica e ao mesmo tempo, inorgânica, pois transcendia fisicamente a própria matéria humana e, por isso, fazia referência à natureza, como corpo inorgânico do homem. Dentro desta prespectiva podemos concluir que a desagregação da dependência do homem X natureza torna-se impossível, visto que a razão ( trabalho ) e a emoção ( sobrevivência ) permeiam a mesma condição de vida.