terça-feira, 1 de dezembro de 2009

NO CAMINHO COM MAIAKOVSKI

" Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem :
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta,
E já não podemos dizer nada."

          ( Eduardo Alves da Costa )
              
            

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